As palavras saíam da boca jorrando como sangue numa ferida aberta.
Vinham de todos os lugares que a luz do sol não alcançava.
Surgiam da alma, da lama,
Dos dramas, das tramas,
Da cama das "damas"...
Entravam-me na pele
Esgarçando os poros, ouriçando os pelos,
Convulsionando a carne.
Os músculos eram todos voluntários...
Mais palavras cheias de luxúria
Que me violentavam os ouvidos,
Enfureciam a minha libido.
Provocavam uma luta entre a possessão e o tesão
Entre o ciúme e o gozo, venceram os dois...
Eu perdi pelo cansaço...
domingo, 8 de fevereiro de 2009
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Bonito isso, minha poetisa. Bjão.
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