sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Suco de laranja...

Ontem eu falei diretamente com as meninas. Agora meu papo "cabeça" é com os cuecas de plantão.

Seguinte, carríssimos, sexo oral é bom e todo mundo gosta, até aí tudo bem. Sim, só até AÍ.
Acontece que na hora H os queridos tentam ajudar suas companheiras a ultrapassar seus limites e resolvem dar um "empurrãozinho" na cabeça das coitadas.

Suco de laranja é bom, mas não quando se É a fruta.
Rapazes, em poucas palavras: um corpo humano respeita a condição anatômica do outro. Portanto, não é necessário fazer da cabeça de suas amadas meias laranjas, muito menos fazer de vocês mesmos os "espremedores" de fruta...

Delicadeza, ok? ;)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

“O vinagre e o mel...”

As feministas que me perdoem, mas eu sou a favor do mel.
Meus “Vivas” à igualdade de direitos conquistados duramente pelas caras companheiras, mas, continuo a favor do mel.

Explico-me.

Num desses livros que relata histórias do século retrasado li a seguinte frase: “A doçura do mel é mais agradável que o azedume do vinagre.” De fato, a dureza de atitudes, as iniciativas na conquista e a conseqüente perda da “fragilidade” comprometeu a leveza natural da mulher. Nada melhor que a independência financeira e sexual, mas, convenhamos, como é bom dispor do colo protetor do “macho dominante”.

Ok, ok, suportamos as dores do parto, a menstruação, as depilações, vivemos mais... no entanto, não há porque contar aos homens que somos tão mais fortes. Vamos deixar que eles nos aconcheguem, que nos afaguem. No que me diz respeito, prefiro ser doce e morna como o mel, a ser cortante e azeda como o vinagre. O referido tempero tem seu valor, é tão bom quanto necessário, mas fica restrito a pequenas quantidades, o exagero causa repulsa. Sim, mel aos borbotões também enjoa, cabendo a nós administrar pequenas e viciantes doses.

Por si só o mel é uma substância sensual. Acredito que poucas pessoas já utilizaram vinagre durante uma transa(!). Já a substância densa e dourada é derramada nas mais diversas partes do corpo... escorrendo lenta pelos cantinhos da boca, queixo... o resto é com você. O que mais agrada o paladar dele (ou dela! Vai saber...) vinagre ou mel?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

O lugar mais profundo, o umbigo do mundo...

É lá, no mais denso do ser.
É lá, onde se esconde o pulso da vida.
O corpo, tão efêmero, se despede da vida a cada momento.
O suor do prazer é como um choro...
Morre-se a cada dia um pouco mais,
o sexo é uma felicidade concentrada, uma recompensa pelo fim.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"O resto é mar...

São coisas que eu não sei dizer,
Mas nem só o coração pode entender."

Ah, a poesia dos corpos...
A beleza das expressões, os rubores, os arrepios.
Olhos que passeiam pelas curvas do ser.
Suor que se esgueira pelas dobras mais suspeitas.
As contrações, as pulsações, as respostas tão orgânicas e tão singelas.
Nada mais puro que a excitação.
Compartilhado com alguém, ou consumado em si mesmo,
O desejo abre uma janela no tempo e oferece, em segundos, a liberdade.
Dizem que "gozo" significa pequena morte.
Que seja então.
Nada melhor que cometer o pecado com o intuito de conhecer o paraíso.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Os cantos e o canto do prazer...

Mire-se nas pupilas de alguém.
Respire o hálito ocre da boca que se abre de desejo.
Escorra feito água pelas frestas.
Deslize, penetre, adentre.

Ataque, afague, revire alguém pelo avesso.
O revés do ser é proibir o proibido.
Fale, grite, provoque gemidos.
Descubra os cantos e o canto do prazer.

Entregar-se apenas é egoísmo.
Abrace a alma de quem te abraça o corpo.
Conduza o outro pelos caminhos do gozo.
Delire. Aprecie a beleza do ato.
De fato, para o procriar fomos criados.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Pai Nosso...

Pai Nosso que estais no céu,
Porque, diabos, insistes em santificar meu corpo?
É urgente a minha vontade, assim na terra como no céu.
Se me chamas de vosso reino, liberta-me da clausura.
Deixa-me chegar ao paraíso por vias menos escuras.
Se hoje me dais o pão de cada dia, proíbe-me o deleite.
Se perdoas as minhas ofensas,
Te sentes ofendido por minhas paixões.
Deixai-me cair em tentação e livrai-me dos que consideram o prazer um mal.

Amém...

domingo, 18 de janeiro de 2009

Oral e tal...

Não dá pra escapar.


Houve um momento de sua vida no qual você acreditou que tudo cabia na sua boca.


O cheiro, a forma, a cor... bastava que um objeto lhe despertasse a atenção e você corria (ou engatinhava) para, sem pensar, levá-lo ao primeiro orifício divertido que você descobriu.


E dá-lhe língua, gengivas desnudas, saliva... todo recurso capaz de identificar, de classificar como bom ou ruim.


"Fase oral", disse o médico à senhora sua mãe, preocupadíssima com sua indiscreta mania, "vai passar", reiterava.


Passou.


Outras entradas e saídas de informação se apresentaram ao seu corpo, mas a boca permanece lá... convidativa e faminta de tudo...


Creio eu que não só o que entra, mas o que sai dela alimenta. Palavras doces, apimentadas, duras, amargas... palavras temperadas com o sabor e a textura da alma...



A minha fase oral recomeça (ou continua) aqui. Sutilmente, exponho aos olhos dos caros leitores o que de nada sutil sai da minha boca...



Sintam-se à vontade...

Afinal, é Oral e tal...