terça-feira, 10 de março de 2009

Há você...

Entre meu adormecer e meu despertar há você...

Quando o corpo ainda não sabe se é dia ou noite...

Quando os lábios não sabem se cerram ou abrem...

Quando o acordar lança a alma num sono profundo e visceral...

Quando eu sinto seu coração pulsar sobre o meu peito...

já no fim...
já no êxtase...
Entre meu adormecer e despertar...


Há você.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Mulheres de Atenas...

(ou o segredos das minhas patrícias...)

Chico Buarque, taí um cara que conhece a fundo a alma feminina.
Fora o artista, e um raro (e caro) amigo meu, cuja alma foi por mim apelidade de
"Puta Carente", somente as mulheres são capazes de apreender a sutil mensagem
desta canção...
Aos bons leitores, e claro, às patrícias...

Mulheres de Atenas

Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Vivem pros seus maridos
Orgulho e raça de Atenas
Quando amadas se perfumam
Se banham com leite, se arrumam
Suas melenas
Quando fustigadas não choram
Se ajoelham, pedem imploram
Mais duras penas, cadenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Despem-se pros maridos
Bravos guerreiros de Atenas
Quando eles se entopem de vinho
Costumam buscar um carinho
De outras falenas
Mas no fim da noite, aos pedaços
Quase sempre voltam pros braços
De suas pequenas, Helenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Geram pros seus maridos
Os novos filhos de Atenas
Elas não têm gosto ou vontade
Nem defeito, nem qualidade
Têm medo apenas
Não tem sonhos, só tem presságios
O seu homem, mares, naufrágios
Lindas sirenas, morenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Temem por seus maridos
Heróis e amantes de Atenas
As jovens viúvas marcadas
E as gestantes abandonadas, não fazem cenas
Vestem-se de negro, se encolhem
Se conformam e se recolhem
As suas novenasSerenas
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Secam por seus maridos
Orgulho e raça de Atenas...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A dormir...

Já percebeu como uma sobremesa se oferece?
Como as cerejas de um bolo, por exemplo, se avermelham diante dos nossos olhos?
Como a calda de um sorvete parece dançar enquanto escorre lenta e quente?
Irresistíveis...
A sedução de fato é uma coisa deliciosa.
Enfeitiçar os sentidos,
Intimar o sexo com os movimentos mais sutis.
Já ouvi muita gente chamar isso de “arte”,
Quanto a mim, prefiro chamar de código.
É como se o corpo da gente emitisse sons, desenhos, cheiros...
Símbolos a serem interpretados por outro corpo.
Essa explosão de mensagens convidando os seres “a se deitar”
Acontece o tempo todo e de muitas formas...
É válido apelar para roupas de couro, chicotes, fetiches...
Mas vou na linha da simplicidade.
Folheando uma revista velha li a seguinte frase:
“Não há nada mais sexy do que uma pessoa feliz a dormir”

Meus caros, boa noite...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Verborragia (ou “sexo verbal que faz meu estilo”)

As palavras saíam da boca jorrando como sangue numa ferida aberta.
Vinham de todos os lugares que a luz do sol não alcançava.
Surgiam da alma, da lama,
Dos dramas, das tramas,
Da cama das "damas"...

Entravam-me na pele
Esgarçando os poros, ouriçando os pelos,
Convulsionando a carne.
Os músculos eram todos voluntários...

Mais palavras cheias de luxúria
Que me violentavam os ouvidos,
Enfureciam a minha libido.
Provocavam uma luta entre a possessão e o tesão
Entre o ciúme e o gozo, venceram os dois...
Eu perdi pelo cansaço...

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Areia nas mãos...

Tal como segurar areia nas mãos...
Não há força capaz de conter.
Escorre pelas frestas, pelos veios.
Arremessa o sangue pelas veias,
Avermelha as faces.

Tal como represar água entre os dedos...
Desliza erótica, contorna as curvas.
Esconde-se e volta a mostrar-se,
deixando um rastro úmido.

Tal como não amar...
Os olhos turvam, as palavras faltam.
O interior explode em sensações quase incontroláveis...
Há a maldade que apaixona, que delira...
Quando o sangue "tem a mesma tinta",
O desejo é irmão...

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Suco de laranja...

Ontem eu falei diretamente com as meninas. Agora meu papo "cabeça" é com os cuecas de plantão.

Seguinte, carríssimos, sexo oral é bom e todo mundo gosta, até aí tudo bem. Sim, só até AÍ.
Acontece que na hora H os queridos tentam ajudar suas companheiras a ultrapassar seus limites e resolvem dar um "empurrãozinho" na cabeça das coitadas.

Suco de laranja é bom, mas não quando se É a fruta.
Rapazes, em poucas palavras: um corpo humano respeita a condição anatômica do outro. Portanto, não é necessário fazer da cabeça de suas amadas meias laranjas, muito menos fazer de vocês mesmos os "espremedores" de fruta...

Delicadeza, ok? ;)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

“O vinagre e o mel...”

As feministas que me perdoem, mas eu sou a favor do mel.
Meus “Vivas” à igualdade de direitos conquistados duramente pelas caras companheiras, mas, continuo a favor do mel.

Explico-me.

Num desses livros que relata histórias do século retrasado li a seguinte frase: “A doçura do mel é mais agradável que o azedume do vinagre.” De fato, a dureza de atitudes, as iniciativas na conquista e a conseqüente perda da “fragilidade” comprometeu a leveza natural da mulher. Nada melhor que a independência financeira e sexual, mas, convenhamos, como é bom dispor do colo protetor do “macho dominante”.

Ok, ok, suportamos as dores do parto, a menstruação, as depilações, vivemos mais... no entanto, não há porque contar aos homens que somos tão mais fortes. Vamos deixar que eles nos aconcheguem, que nos afaguem. No que me diz respeito, prefiro ser doce e morna como o mel, a ser cortante e azeda como o vinagre. O referido tempero tem seu valor, é tão bom quanto necessário, mas fica restrito a pequenas quantidades, o exagero causa repulsa. Sim, mel aos borbotões também enjoa, cabendo a nós administrar pequenas e viciantes doses.

Por si só o mel é uma substância sensual. Acredito que poucas pessoas já utilizaram vinagre durante uma transa(!). Já a substância densa e dourada é derramada nas mais diversas partes do corpo... escorrendo lenta pelos cantinhos da boca, queixo... o resto é com você. O que mais agrada o paladar dele (ou dela! Vai saber...) vinagre ou mel?